domingo, 5 de maio de 2013
“Sabe
quando sua única vontade é gritar? Quando sua única vontade é sair por
aí espalhando seus sentimentos, colocando tudo pra fora, tirando tudo
aquilo que te sufoca? Sabe quando seus pensamentos passam dias voltados
apenas pra uma coisa, uma pessoa, um momento? Quando você sabe
exatamente o que precisa, o que necessita? Sabe quando textos, fotos,
frases melosinhas fazem todo o sentido? Quando conversas,
carinho, beijinhos, mãos dadas te fazem refletir como seria bom ter
alguém? Sabe quando momentos sozinhos, refletindo sobre tudo, sobre
todos, sobre o mundo, sobre seu mundo te faz querer ter alguém, ser de
alguém? Sabe como é complicado, exaustivo, incrivelmente chato ficar
assim? Sabe dessas coisas que a gente sente de uma hora pra outra, ou na
verdade de uma semana pra outra, de um ano pra outro, de uma vida pra
outra? Sabe quando você não se reconhece mais? Quando sua vontade é
compartilhar uma vida, uns momentos com alguém? Sabe, essas coisas
costumeiras que vem acontecendo comigo… coisas indecifravelmente
indecifráveis. Sabe quando a gente procura explicação e só acha mais
perguntas? Sabe me dizer o que fazer, como agir?”
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